# Proteína no emagrecimento: como preservar a massa muscular durante a perda de peso Quando falamos em emagrecimento, é comum pensar apenas no número que aparece na balança. Mas uma perda de peso de qualidade envolve mais do que diminuir os quilos: também é importante cuidar da composição corporal e preservar a massa muscular. Nesse contexto, a ingestão adequada de proteínas pode ter um papel importante. Mas será que todo mundo precisa comer mais proteína? Não necessariamente. A quantidade ideal varia de acordo com características individuais, como peso, composição corporal, idade, nível de atividade física, objetivo, ingestão energética e condições de saúde. ## Por que a proteína é importante durante o emagrecimento? Durante uma estratégia de perda de peso, principalmente quando existe redução da ingestão calórica, o organismo pode perder tanto gordura quanto massa magra. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2024 avaliou adultos com sobrepeso ou obesidade em processo de emagrecimento e encontrou evidências de que uma maior ingestão de proteínas pode favorecer a preservação da massa muscular durante a perda de peso. Isso não significa que quanto mais proteína, melhor. O objetivo é encontrar uma quantidade adequada para aquela pessoa, dentro de uma alimentação equilibrada e compatível com sua rotina. ## Quem pode se beneficiar de uma maior ingestão de proteínas? ### Pessoas que estão emagrecendo Durante a perda de gordura, uma alimentação com proteína adequada pode ajudar a preservar a massa muscular. Isso é especialmente relevante quando existe um déficit energético mais acentuado, quando a pessoa apresenta baixa ingestão proteica ou quando há outros fatores que aumentam o risco de perda de massa magra. ### Pessoas que praticam musculação Para quem realiza treinamento de força, a proteína participa dos processos relacionados à recuperação e à adaptação muscular. Para adultos fisicamente ativos, referências da área de nutrição esportiva indicam que uma ingestão na faixa de aproximadamente 1,4 a 2,0 g/kg/dia pode ser suficiente para a maioria das pessoas que treinam, embora a necessidade individual possa variar. E existe um ponto fundamental: **proteína não substitui treinamento.** Para ganhar massa muscular, é necessário fornecer ao músculo um estímulo adequado, principalmente por meio do treinamento de força. ### Pessoas que utilizam medicamentos para emagrecimento Medicamentos que atuam nas vias das incretinas, como os agonistas de GLP-1 e medicamentos relacionados, podem promover uma perda de peso significativa. Como parte da perda de peso pode envolver massa magra, atualmente existe uma atenção crescente à qualidade da perda de peso e às estratégias para preservar a musculatura durante o tratamento. Revisões recentes destacam a importância de uma ingestão adequada de proteínas, treinamento de resistência e acompanhamento da composição corporal durante o emagrecimento farmacológico. Isso não significa que todo paciente que utiliza esses medicamentos precise automaticamente fazer uma dieta hiperproteica. A estratégia deve considerar a alimentação, os sintomas gastrointestinais, o consumo energético, a composição corporal, a atividade física e as condições clínicas de cada pessoa. ### Pessoas que estão envelhecendo A preocupação com massa muscular também aumenta com o passar dos anos. Em pessoas acima de 65 anos, recomendações de especialistas indicam, de maneira geral, uma ingestão de pelo menos 1,0–1,2 g de proteína/kg de peso/dia para adultos mais velhos saudáveis, podendo ser necessária uma quantidade maior em algumas situações clínicas ou para pessoas fisicamente ativas. Além da alimentação, o exercício — especialmente o treinamento de força — é fundamental para preservar força, funcionalidade e independência. ## Proteína sozinha não faz ganhar músculo Esse é um ponto importante. Não adianta simplesmente aumentar a quantidade de proteína da dieta e esperar que isso resulte automaticamente em mais músculos. O ganho de massa muscular depende da combinação de diversos fatores, incluindo: - treinamento de força adequado; - ingestão suficiente de proteínas; - energia e carboidratos adequados à estratégia; - sono e recuperação; - regularidade; - acompanhamento individualizado. A combinação entre proteína adequada e exercício é particularmente importante para a manutenção da função muscular ao longo do envelhecimento. ## E se eu tiver uma doença renal? Também não é indicado aumentar a proteína por conta própria. Pessoas com doenças renais ou outras condições clínicas podem precisar de uma estratégia nutricional diferente. Por isso, a quantidade de proteína deve ser definida individualmente, considerando exames, diagnóstico, medicamentos, alimentação habitual e objetivo do tratamento. ## Afinal, quanto de proteína eu preciso? Não existe uma quantidade única que sirva para todo mundo. A recomendação deve considerar: **peso + composição corporal + idade + atividade física + objetivo + ingestão energética + condições clínicas.** Por isso, duas pessoas com o mesmo peso podem ter necessidades proteicas diferentes. Mais importante do que simplesmente aumentar a proteína é garantir que a alimentação como um todo seja adequada. ## Emagrecer também é cuidar da massa muscular O objetivo de um acompanhamento nutricional não precisa ser apenas fazer o peso diminuir. Uma estratégia de emagrecimento bem planejada deve buscar redução de gordura, preservar o máximo possível a massa muscular e promover mudanças que sejam sustentáveis na rotina. Por isso, a avaliação individual faz diferença. Se você está buscando **emagrecimento, perda de gordura, ganho de massa muscular ou melhoria da composição corporal**, a alimentação pode ser planejada de acordo com seu objetivo, sua rotina e suas necessidades. **Atendo presencialmente em Guarulhos, na região de Vila Galvão, e também de forma online.** Agende sua consulta de **nutrição clínica, funcional ou esportiva** e conheça uma estratégia alimentar personalizada para o seu momento.
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Danielle Napolitano Bera

Proteínas: quando é interessante aumentar o consumo?

A quantidade de proteínas necessária varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como peso, composição corporal, idade, atividade física, objetivo, alimentação e condições de saúde.

Durante o emagrecimento, uma ingestão adequada de proteínas pode ajudar na preservação da massa muscular, especialmente quando existe redução da ingestão calórica.

Para quem pratica musculação, a proteína também é importante para manutenção e ganho de massa muscular, mas não substitui o treinamento de força.

Quem utiliza medicamentos para emagrecimento também deve ter atenção à ingestão alimentar e à preservação da massa muscular, sempre com uma estratégia individualizada.

Com o envelhecimento, preservar força e massa muscular se torna ainda mais importante para a funcionalidade e a independência.

Mais proteína não significa necessariamente melhores resultados. O ideal é encontrar uma quantidade adequada para cada pessoa dentro de uma alimentação equilibrada.

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